domingo, fevereiro 12, 2006

Jogue os dados...


Mudança...
Palavra que me causa fervor. Em alguns, torpor. E na grande maioria, pavor.
As mudanças são sempre bem vindas, na verdade nem sempre, mas deveriam. Como dizia o grande Raul Seixas: “Prefiro ser essa metamorfose ambulante...”.
É melhor mudar do que estagnar, por outro lado, vocês poderiam dizer que algumas mudanças são para pior. Mas, pensem comigo... Se não houvesse mudanças, o mundo não evoluiria e viveríamos ainda como nos tempos primórdios. Às vezes precisamos deixar que as coisas mudem, elas pedem isso, pedem para serem renovadas, recriadas, recicladas e porque não rememoradas. É, relembradas. De vez em quando é válido fazer um flash-back, desses que valem à pena trazer à tona ou daqueles que só valem à pena pra nós mesmos.
O que não podemos é permitir que fique tudo igual, tudo gris. Nem que o cinza dos dias de inverno perdure todas as estações, ou que o laranja do verão seja somente laranja. Vamos colorir a vida, temos as cores e os pincéis, precisamos apenas de atitude.
Vamos jogar os dados e, independente da combinação que der, aceitar o novo como uma dádiva, uma oportunidade de reconhecermos o quão fomos cabeças-duras achando que sabemos o que é melhor pra nós. Que seria um risco, que poderia dar errado, que não teríamos como voltar atrás (e não precisamos), que as pessoas vão jogar na nossa cara, depois, que nos avisaram e que é melhor não trocar o certo pelo duvidoso. O duvidoso pode ficar melhor que o certo, pode ficar perfeito.
Portanto se houver algo novo acontecendo na sua vida e você ainda está em dúvida, aceite e recepcione essa novidade com toda sua alma. Pois mesmo que não dê certo, você não vai chorar pelo que não teve coragem de viver, vai além, vai aprender que fatalmente temos que fazer escolhas sempre e nem sempre acertamos, mas devemos seguir em frente. Jogue os dados e veja no que vai dar!

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