quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Amores "Hi-Tech"

Os amores hoje em dia estão cada vez mais informatizados, cada vez mais “Hi-Tech”. Faz-se amor virtualmente, casa-se por intermédio de agências matrimoniais, ama-se por e-mail, declara-se por celular, abandona-se por cartão virtual e até apaixona-se por bate-papo da Internet.


Acabou-se aquele romantismo natural que envolvia os apaixonados e induzia-os a apaixonar-se ainda mais, a caracterizar essa paixão de forma eterna e presente, onde se trocavam juras e surpresas de amor e olhava-se mais nos olhos, que é por onde começa o entendimento e compreensão necessários para completar uma relação. As pessoas não se falam mais, apenas saúdam-se, não conversam mais, deixam recados na secretária eletrônica, as famílias estão perdendo o conceito da palavra que as define como pessoas que se gostam e dedicam-se umas as outras. Pois não há mais tempo para esse tipo de coisa, existe sempre algo a fazer que é mais importante do que alguém, então o subterfúgio é usar a tecnologia para comunicar-se e assim distanciar-se cada vez mais.
Quando se fala em amor, logo se pensa em um casal apaixonado trocando juras, indo ao cinema, passeando de mãos dadas e “otras cositas más”. No entanto é difícil ver essas cenas por aí nos tempos atuais, pois esses mesmos casais estão trabalhando, estudando ou ocupados demais para compactuar com esses momentos, que tem grande importância na vida das pessoas. E, fatalmente, essa noção de amor está tornando-se piegas em função do corre-corre do cotidiano e cada vez mais, esse sentimento maior e tão gostoso, sendo invadido pela tecnologia, que chegou para tomar lugar na vida do ser humano e até substituí-lo. Por isso, quanto mais crescem as tecnologias, mais distanciadas ficam as pessoas.

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